Ilha de plástico no Pacífico já tem quase três vezes o tamanho da França

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O imenso aglomerado de centenas de milhares de toneladas de detritos  plásticos no oceano Pacífico, conhecido como “Great Pacific Garbage Patch”, situado entre o Havaí e a Califórnia, tem de quatro a 16 vezes mais lixo plástico do que se imaginava. Segundo uma pesquisa científica, a maior zona de acumulação de detritos plásticos do mundo tem no mínimo o tamanho de três Franças.

Atualmente, ao menos 1,8 trilhão de peças de plástico pesando 80.000 toneladas estão atualmente à deriva na área, o que equivale ao peso de 500 aeronaves Boeing 747. Os dados são de um mapeamento de três anos conduzido por uma equipe internacional de cientistas afiliados à The Ocean Cleanup Foundation, seis universidades e uma empresa de sensores aéreos.

As descobertas foram publicadas na revista Scientific Reports. Para analisar a extensão total de resíduos plásticos, a equipe realizou o mais abrangente esforço de amostragem, cruzando o campo de detritos com 30 navios simultaneamente, complementados por duas pesquisas de aeronaves.

Para aumentar a área de superfície levantada e quantificar os maiores pedaços de plástico – objetos que incluem redes de pesca descartadas com vários metros de tamanho – uma aeronave C-130 Hercules foi equipada com sensores avançados para coletar imagens multiespectrais (que garantem medições de forma muito mais precisa) e imagens 3D do lixo oceânico.

A frota coletou um total de 1,2 milhão de amostras de plástico, enquanto os sensores aéreos escanearam mais de 300 km2 da superfície do oceano.

Os resultados revelam que o depósito flutuante de lixo plástico mede 1,6 milhão de quilômetros quadrados, quase três vezes o tamanho da França. Apenas 8% da massa de detritos é formada por microplásticos, definidos como peças menores que 5 milímetros de tamanho, e os outros 92% são de detritos maiores.

Ao comparar a quantidade de microplásticos com as medições históricas, a equipe descobriu que os níveis de poluição plástica na zona têm crescido exponencialmente desde que as medições começaram na década de 1970.

Fonte: Exame